Aprender inglês - nunca é cedo demais


Aprender uma língua estrangeira, seja em que idade for, é sempre extremamente positivo, quer para o nosso desenvolvimento pessoal, quer para promover o bom funcionamento das capacidades do nosso cérebro. No entanto, surge, por vezes, a dúvida se não poderá ser cedo demais para o fazer.

Quando falamos dos mais pequenos, é importante distinguir os processos pelos quais a aquisição da língua materna ocorre e aqueles que despoletam a aprendizagem de uma segunda língua, partindo logo pela diferença entre a aquisição e a aprendizagem.

Durante a aquisição da língua materna, a criança está exposta de forma contínua a uma grande quantidade de informação desde o início da sua vida. Claro que não conseguimos reproduzir este exato contexto durante a aprendizagem de uma língua estrangeira, mas podemos, pelo menos, fornecer aos nossos alunos os estímulos presentes no processo de aquisição para facilitar a aprendizagem.

Para a criança, a aprendizagem vem da experiência e todas as situações são situações de aprendizagem – logo, aprender é experienciar e vice-versa. Assim, reveste-se de especial importância a quantidade de exposição à língua estrangeira em contextos familiares e agradáveis para os alunos, permitindo que aprendam de forma natural e despreocupada.

Toma-se como ponto de partida que a aprendizagem segue uma ordem de capacidades de acordo com a complexidade dos processos inerentes a cada uma. Primeiro, é necessário a estimulação da receção da oralidade e sua descodificação e só depois se pode esperar que ocorra a produção oral. Se as situações comunicativas são proporcionadas na língua alvo, a criança ouve e aprende a descodificar. Ao gerar-se uma necessidade comunicativa, a criança aprende a produzir enunciados que resolvam essa necessidade. Ainda que o tempo necessário possa variar consoante as características do aluno, acredita-se que possa haver o chamado “período de silêncio”, durante o qual a criança ganha confiança no seu dicionário pessoal interno até se sentir à vontade para o pôr em prática. Quanto maior for a exposição à língua, mais facilmente se ultrapassará este período.

A leitura e, posteriormente, a escrita, virá inevitavelmente mais tarde, já que a criança necessita de desenvolver toda uma série de capacidades mentais e motoras de acordo com o estádio evolutivo correspondente ao seu grupo etário.

Então, podemos afirmar que aprender uma segunda língua é experienciar e experimentar essa língua num ambiente seguro, positivo e motivador, através de um conjunto de atividades nas quais a criança intervenha naturalmente. Por isto, a aprendizagem precoce de uma língua estrangeira constrói-se através de jogos, canções, movimentos, histórias, atividade procuradas pelas crianças e associadas a momentos de lazer e divertimento. O melhor investimento para um futuro utilizador fluente de uma segunda língua é mostrar-lhe que a sua aprendizagem é divertida e, desta forma, criar uma motivação que passará a intrínseca para o resto da vida. E para isto ser possível, nunca é cedo demais.


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